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Elo
Jacqueline Collodo Gomes
Não me deixe nunca pedir que o dia não amanheça. Que, se eu não suportar a vida, você a suporte por mim. E que o montado jogo de damas posto à mesa tenha sempre este sabor de sobremesa, de nos fazer divertir assim.
E que, quando minha mão falhar ao lápis, você a segure. Ajude no completar das formas que devem existir. E mesmo se a dor da vida me fizer deitar, como agora, encolher-me e contar hora, que você nunca desista de cantar a sua canção por mim.
Eu sou um conjunto de peças que por alguma razão não se reuniu. Sou também a seresta refletida no gingar do rio. Eu sou os traços que unem teus dedos à mão. Sou a conclusão. Tudo o que te precisa, teu pousar em nação.
14/06/2012, 23:32.
Jacqueline Collodo Gomes é uma jovem escritora independente, nascida em Campinas/SP. Mantém o blog Ah, Poesia! http://ahpoesia.blogspot.com

Plin Plin,
ResponderExcluiro elo afinado entre o Eu e o Outro,
em harmonia,
nem pendendo demais pro Outro (como vc parece ter pendido, romanticamente nas tuas palavras), nem pra si.